segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Xadrez na vida cotidiana

Neste post, deixarei um pouco de lado o maravilhoso mundo da física e outras ciências naturais para mergulhar em uma criação humana, tão antiga quanto inspiradora e tão lúdica quanto instrutiva: o xadrez. Perdoem-me os enxadristas experientes, caso considerem pobre a minha análise, pois faz muito pouco tempo que comecei a me dedicar a esse jogo. Começarei comparando o objetivo principal do xadrez, derrotar o rei adversário, aos sonhos que nós temos. Assim como um jogador pode sacrificar quase todas as suas peças se estiver na iminência de executar um xeque-mate, muitas vezes, é necessário fazermos sacrifícios para alcançarmos nossos objetivos. Como, por exemplo, sacrificar o ócio. Não se vence nenhuma partida, nem se realiza nenhum sonho, sem o trabalho duro e a perseverança. Enquanto no xadrez, se a pessoa quiser se aperfeiçoar, ela precisa treinar muito contra adversários cada vez mais fortes e consultar a literatura disponível, ninguém consegue realizar um grande sonho sem lutar por ele.
O segundo fator que leva a alcançar vitórias, tanto no xadrez quanto na vida, é o pensamento estratégico. Assim como o enxadrista deve prever o maior número possível de futuros lances antes de cada jogada, é preciso planejar bastante e pensar antes de agir quando se quer atingir uma meta. Muitas vezes, o cenário geral é menos óbvio do que parece, e seu adversário pode surpreendê-lo com uma armadilha inesperada, seja o seu oponente no xadrez ou as circunstâncias que cercam seu cotidiano. Mas atenção: mesmo que você sofra uma grande perda, como a sua rainha, ou uma elevada quantidade de dinheiro, ou, pior ainda, um ente querido, o essencial é nunca desistir da batalha. Lembre-se: se lhe restarem poucas peças, pode ser que você consiga um empate por afogamento, o que é melhor do que a derrota e o coloca em igualdade com seu adversário. E, se você perder, sempre pode começar outra partida, na qual você não cometerá os mesmos erros. Talvez cometa outros, mas tanto as vitórias quanto as derrotas são parte do aprendizado.
Outro fator, que também faz parte do pensamento estratégico, é equilibrar as jogadas de ataque e defesa. Ao mesmo tempo que você deve ter garra e coragem para correr atrás de seus sonhos, você deve ter serenidade e saúde emocional suficientes para não se abalar caso algo dê errado. No xadrez e na vida, se a sua defesa for forte, você ainda poderá se recuperar se sofrer um grande golpe.
Por fim, nunca subestime ou superestime seu adversário, pois em ambos os casos, o desequilíbrio emocional resultante poderá impedi-lo de enxergar todo o tabuleiro, isto é, todo o contexto no qual suas ações estão inseridas e levá-lo à derrota. Lembre-se sempre de agir com lógica e racionalidade, treinar seu cérebro e ter perseverança. Dessa forma, seu caminho para o sucesso, apesar de não estar garantido (nada neste mundo está) será otimizado.