quinta-feira, 26 de junho de 2008

Coesão: fator essencial para a sinergia de qualquer sistema

Palavra-chave do post de hoje: coesão. Isso, antes de mais nada, porque se não houvesse nenhuma força de coesão no mundo físico que conhecemos, seríamos um amontoado de quarks, léptons e mésons, as quais (até agora) são as partículas elementares da matéria. Primeiramente, devido à junção dessas partículas, temos os átomos, que formam as moléculas, que, devido às forças intermoleculares, formam a matéria que conhecemos. Além disso, um fantástico e complexo arranjo de moléculas dá origem a uma célula, menor unidade de vida, a qual, por sua vez, é um sublime milagre. E, em determinados casos, a coesão de muitas células forma um ser pluricelular, desde fungos até o magnífico ser humano, dotado de grande capacidade cognitiva. Os seres pluricelulares já são um caso de sinergia, a qual consiste em um sistema ser maior (nesse caso, mais desenvolvido) do que a soma de suas partes. Pode-se notar que, das menores partículas aos maiores sistemas, houve uma evolução do tipo de coesão, desde as forças nucleares até a coesão biológica. Agora, falarei do estágio mais evoluído de coesão: a coesão social, que ocorre entre organismos vivos distintos, particularmente os seres humanos. É bastante conhecida na psicologia a necessidade humana de relações interpessoais, e um elemento chave para a qualidade das mesmas é a empatia, ou seja, a capacidade de avaliar o sofrimento do outro. Assim como uma pancada em um objeto causa uma perturbação que reverbera em todas as suas partes coesas, e um olho é capaz de chorar a dor da unha do dedão do pé, o sofrimento de um ente querido é capaz de nos fazer mover montanhas para aplacá-lo. E é isso que nos torna um sistema mais desenvolvido do que um ser humano isolado, e as relações interpessoais, quando saudáveis, tornam-se um poderoso instrumento de sinergia. Já sentimentos de mágoa e rancor, ao contrário, são trementos obstáculos a uma vida feliz. Historicamente, pessoas com casos extremos de maldade, como Hitler, que se suicidou, tiveram vidas bastante insatisfatórias. Assim como a saúde biológica de um ser vivo depende de relações harmônicas entre suas células, a saúde emocional de um grupo de pessoas depende de relações harmônicas entre seus membros. Caso surja um intruso, como partículas resultantes de radioatividade, no caso de matéria inanimada, ou um microorganismo patogênico, no caso de um ser vivo, ou uma hostilidade entre pessoas, no caso de um grupo social, o sistema caminha para o colapso.
Se o meu leitor analisar o assunto tratado neste post e o do post anterior, nota um antigo sonho meu: o de criar a Teoria de Tudo, não apenas a da física, mas a Teoria de TUDO MESMO, que unifica as ciências físicas com as biológicas e as humanas. Diversos fenômenos físicos têm equivalentes humanos. Como dito no outro post, o significado original da palavra inglesa stress é tensão, no sentido mecânico da palavra: quando uma estrutura é submetida a esforços. Já no campo humano, as pressões (outra palavra de sentido original físico que tem seu equivalente humano) do dia-a-dia podem funcionar como esforços que, caso a pessoa não tenha grande resistência física e emocional (equivalentes à resistência mecânica dos materiais), pode causar diversas doenças somáticas e psíquicas. Outro exemplo é a relação por mim mencionada no post anterior entre a segunda lei da Termodinâmica e os efeitos devastadores da preguiça. Acho que voltarei à Teoria de Tudo em outros posts, visto que é uma idéia que me atrai. Quem sabe meus leitores não teriam outros exemplos?

Um comentário:

Unknown disse...

Pô Aline,gostei muito!!Que aula!!!Massa!!!!